domingo, 6 de junho de 2010

“Destituo-me de qualquer título/Entrego-te a pena para que faças dela o que quiseres/Não sou o que imaginas, tampouco o que desejas/Sou apenas um aluado devaneando sonhos”.
“Renego qualquer herança/Os rabiscos nos muros são mais sinceros, mais honestos, mais poéticos/Estas palavras, aqui rabiscadas, nada valem, servem apenas de muleta onde escoro meu corpo fatigado tentando equilibrar-me sobre as pernas que já não andam”.


Esses versos sedentos e cheios de gritos foram extraídos da poesia “Renúncia”, composta pelo jovem escritor Flávio O. Ferreira, que ainda se define como poeta e operário, natural de Bela Vista de Minas (MG), autor de “Cata-Ventos” (Kroart Editores/2005) e “Itinerário Fragmentado” (Quártica Premiun/2009).

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